Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha "Recordar e Conhecer"

A NOSSA SEDE

Inaugurada a 18 de Maio de 2003, a casa do Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha "Recordar e Conhecer", é ao mesmo tempo, sede do grupo, sendo local de ensaios do Grupo Folclórico, do Grupo de Cantares e do Rancho de Matança, e um Centro Etnográfico/Museu, que conta com cerca de cinco mil peças em exposição, distribuídas pela estrutura de uma casa típica da Ribeirinha, entre trajes, instrumentos de trabalho, etc., dos séculos XIX e XX.

Esta Sede Social está dividida em dois edifícios: a Casa da Eira e o edíficio Sede-Museu.

Logo à chegada a este complexo do Centro Etnográfico da Ribeirinha o visitante depara-se com o chafariz, bebedouro para o gado, tanque de sobras, pias de lavar roupa e até a arquinha com o carro e os potes onde se transportava a água.

A Sede-Museu, edifício principal divide-se em 2 pisos com funções distintas.

O piso superior alberga 4 divisões de uma casa rural tipicamente Terceirense, onde são pormenorizados os traços mais marcantes ao nível de mobiliário, com mesas diversas, desde as gavetas até às mesas pé de lira, as cadeiras de sol nas costas, sobre as mesas estão as toalhas de tear manual, e restante recheio utilizados na época dos nossos avós e bisavós, enfim tudo o que fez parte do quotidiano de uma propriedade rural, com a preocupação etnográfica e cultural. O Sótão ou falsa com acesso em escada de madeira, onde se podem ver arrumos de uso menos frequente. A iluminação tocando em várias épocas, apresentando desde grizetas, candeias, lanternas diversas, candeeiros de petróleo com chaminé já em vidro, até à electricidade aplicada como nas primeiras instalações com fio torcido com suportes e interruptores em loiça e candeeiros da mesma época. Existe ainda espaço para uma pequena cozinha, decorada a preceito, com as loiças típicas, bem como o forno de lenha, panelas e outros utensílios de cozinha. Há ainda o meio da casa, espaço que servia para entrada e simultaneamente sala de visitas. O quarto de cama apresenta toda a decoração característica, com mobília de época, santos, uma cama com colchão de folhas, revestida com mantas e colchas extremamente antigas. Neste mesmo piso, existe uma sala de exposições, que alberga um expositor com memórias dos vários locais por onde este grupo já passou, onde estão, ainda, expostos trajes antiquíssimos e raros, bem como outros ornamentos recolhidos pelo grupo alusivos ao trabalho no campo, às festas religiosas, bem como a outros costumes e tradições locais.

No piso inferior, há espaço para uma cozinha rigorosamente decorada, que é frequentemente utilizada pelo grupo, contando-se ainda espaço de arrumos e armazenagem. A sala maior serve o espaço para a Escola de Artes e Ofícios Tradicionais da Ribeirinha, bem como para local de ensaios e eventos realizados pelo grupo.

No exterior destes edifícios há ainda o estendal, a pia de lavar a roupa, o curral das galinhas e o do porco em cima do isqueiro, a retrete/casinha - nome comum das latrinas, a esterqueira/fossa e a casa dos coelhos, com as suas coelheiras de barro e de madeira. No pátio seguinte pode o visitante observar a burra de milho, a casa do cão e defensas para os ratos.

A casa da Eira, construída com recurso à tradicional alvenaria de pedra e cobertura de madeira, representa de modo fiel a estrutura de uma casa típica da Ribeirinha. Há espaço para a atafona com o seu pombal, eira ensaibrada, trilho, o balaio, o joeiro a peneira, bancos de matança, forquilhas, alfaias agrícolas, as medidas de cereais em cedro do mato da rasoira à maquia, as portas e janelas à moda antiga com as suas tramelas, fechos, ferrolho, dobradiças, chapuchos e lemos, carros, carroças e outros amanhos de trabalho na terra.

Aqui o observador encontrará vários elementos que despertarão a sua curiosidade sobre a forma como a terra era trabalhada e ainda sobre a forma como eram construídas as casas locais.

O piso superior desta casa alberga um tear e seus utensílios e a caixa dos panos com os sacos de linho crú. A tecelagem é uma das primeiras indústrias da Ilha Terceira. Sobre este ofício na Ribeirinha, o visitante deverá ainda visitar a Casa das Tias Violantes, situada no lugar da Fonte da Ribeirinha. Nessa casa vivia a família conhecida por "Violantes" que se dedicava à tecelagem. Nela se encontram teares antiquíssimos e todos os utensílios necessários a este ofício.