Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha "Recordar e Conhecer"

GRUPO FOLCLÓRICO

Com um enorme capital humano, o Grupo Folclórico conta com cerca de 60 elementos, entre eles dançarinos e tocadores, cantadores e cantadeiras e crianças.

MEMBROS DO GRUPO

  • Bailhadores/Bailhadeiras
  • Adelmaro Parreira da Silva
  • Amílcar Toste Ferreira
  • Ana Cláudia Reis Soares
  • António de Paula Borba Gaspar
  • António Fernandes Galante
  • António João da Silva Rocha
  • António Luís Miranda de Melo
  • Benvinda de Fátima Lima Mendonça
  • Carla Borges Toste Leal
  • Catarina Martins Rosa
  • Diana Lourenço Pires
  • Duarte Leonardo Melo
  • Emanuel Leonardo Pires
  • Emiliana Pires Gaspar
  • Filomena de Jesus Ferreira da Rocha
  • Flávia Belina Couto Parreira Rico
  • Francisco António Lourenço Lemos
  • Frank Azevedo Couto
  • Hélder Filipe Lourenço Rocha
  • Helena do Carmo Ferreira Freitas Toste


  • Cantadores/Cantadeiras
  • Gisela Evangelho Rocha
  • José António Rocha Silva
  • Lúcia Fátima Azevedo Vaz Borges
  • Paulo Jorge Pires Rosa


  • Crianças
  • Bianca Mendonça Couto
  • Clara Freitas Lemos
  • Diogo Freitas de Lemos
  • Lívio Manuel Borges Ribeiro
  • Rodrigo Parreira Rico
  • Tiago Parreira Rico
  • Victoria Sozinho Costa Lourenço da Rocha
  • Hermínia de Jesus Fernandes T. Gaspar
  • João Ângelo Paim e Silva
  • João Fernando Lima Borges
  • Jorge Estrela Toste
  • Juliana Maria Evangelho Rocha
  • Lénia Lima Galante
  • Lúcia Maria Meneses Leonardo Melo
  • Luciana Diniz Galante
  • Maria Bernardete Moreira Godinho Vitória
  • Maria Conceiçao dos Santos Cordeniz
  • Maria Helena Freitas Toste
  • Mariana Borges Pereira
  • Nélia de Jesus T. Toste Ferreira
  • Paulo Jorge de Meneses Rico
  • Paulo José Teixeira Gaspar
  • Ricardo Jorge Pires Leal
  • Rosemary Pires Martins Rosa
  • Sofia Clara Ferreira Freitas Lemos
  • Tânia Brigite Sozinho Costa


  • Tocadores de Viola e Violão
  • Carlos Alberto Parreira Vitória
  • Dário José Toledo Toste
  • David Manuel Vaz Martins
  • Mariana Bettencourt Coelho
  • Nuno Bettencourt Coelho
  • Paulo Alexandre Ferreira Couto
  • Samuel Coelho Lopes
  • Susana Paula Rocha Coelho
  • Tiago Francisco Rodrigues Toste

TRAJES DO GRUPO

O grupo possui um conjunto de trajes tradicionais, alguns deles antiquíssimos, que representam a forma de vestir das várias camadas sociais da Ribeirinha, dos séculos XVI e princípios do século XX.
NOME SÉCULO DESCRIÇÃO
Mulher do campo (a desfolhada do milho) Fim do século XIX Saia de tear, casaquinho de chita a cintada com nervuras, (cutão) saia e calção interior de pano branco. Calçam galochas de chita, meias de algodão, leva na cabeça um lenço que tem mais de 60 anos.
Pastor de ovelhas Fim de século XIX Calça de três, camisa de linho riscada escura e camisola riscada, ceroulas de pano branco, barrete de lã de ovelha cor castanha, sapatas de couro. Leva um bordão e um sedanho a amarrar as cabaças.
Lavadeira Início do século XIX Saia barrada ou riscada e avental de lá de ovelha, saia interior de flanela bordada, calção de pano branco, lenço de lã casaquinho de chita estampado ou liso com ponto na gola, meias de algodão, galochas de couro cru ou atanado. Leva uma celha.
Respigadeira Século XIX Saia de lã de ovelha tecida no nosso tear, casaquinho de chita a cintado com algumas nervuras, no interior da saia e calção de peno branco com renda de algodão, sobre a cabeça lenço de lã (com mais de 88 anos), galochas de couro, meias de algodão grossa e acastanhada. Leva uma talhinha com água, um pequeno molhe de trigo e um chapéu de palha.
Ceifeiro Século XIX Veste ceroilhões de linho tecido no tear, bordados no cós, camisa de linho riscado, camisola riscada azul e branca, calça sapatas de couro, sobre a cabeça um chapéu de palha de abas largas. Leva uma foice com dedeiras de cana nos dedos e um molho de palha ou paveia.
Mulher do campo (rapariga que vai á fonte – ponto de encontro de namorados) Início do século XIX Bonita veste de chita composta por 2 peças, saia franzida com dois ou três folhos avivados, casaquinho cintado com folho, manga comprida, aos ombros lenço de lã, este com mais de 76 anos, saia e calção de pano branco e com renda nos rebordos. Calça galochas bordadas e leva um pote de madeira.
Trabalhador rural (rapaz que vai ao moinho trocar milho por farinha) Meados do século XIX Calça e colete de três cores de lã de ovelha, camisa de linho riscada, chapéu de feltro castanho, ceroulas de pano branco; calça sapatas de couro. Adornado com bordão e uma saca de milho.
Cerimónia (homem) Século XIX Fato preto sarja de lã fina, colete com golas, relógio de bolso, camisa de linho branco, ceroulas de pano branco, calça botas pretas, chapéu de feltro preto, nos punhos e colarinho botões de ouro. (Fato com mais de 76 anos). Adornado com Guarda-Sol.
Cerimónia (mulher) Século XVIII Saia preta de tecido fino com um folho e dois fetiles de cetim e uma renda, casaquinho de linho todo trabalhado com rendas entremeios e folhos. Saia interior com um bordado inglês e calções iguais. Capa preta com uma sobrecapa em cima e leva uma guarnição antiga, calça sapato preto atacado, na cabeça um pelo com travessa e um gancho. Leva uma saquinha do mesmo tecido que a capa.
O noivo Fim do século XIX Fato e colete preto, camisa de linho branca, ceroulas de pano branco, chapéu preto, este com mais de 56 anos, botas pretas atacadas de couro e relógio de bolso.
A noiva (traje que a noiva usava no dia do casamento e na missa do domingo seguinte, desta vez sem véu) Fim do século XIX Vestido branco com folhos e rendas. Calção e saia ou combinação branca, meia fina branca, mantilha grande de cor branca e sapatos brancos.
Domingueiro (homem) Século XVIII Fato e colete com golas, sarja de lã cor castanha, ceroulas de pano branco, camisa branca de linho, chapéu de feltro castanho, botas de atanado, relógio de bolso e guarda-chuva. Carrega um Guarda-Chuva.
Domingueiro (mulher) Século XVIII Saia e casaco de seda, saia aos panos com fita viés de cetim e o casaquinho cintado com abinha ou cutão, meias de mousse forte, sapatos de couro pretos e mantilha. Adornada com sombrinha.
Mulher rural (vendedora de manteiga ou queijo) Meados século XIX Saia de tear barrada (lã de ovelha), casaquinho de chita cintado, lenço de lã, meias de algodão, galochas de atanado, saia e calção de pano branco com renda. Na mão leva um cesto com pelos de manteiga cobertos de folha de couve.
Pastor de toiros Fim do século XIX Calça de cotim militar, camisa normal, camisola branca de pano branco, ceroulas de pano branco, sapatas de pneu e chapéu preto de feltro de copa redonda. Leva umas bolas de couro com mais de 20 anos, bolas de metas com mais de 46 anos e um bordão.
Lavrador abastado Fim do século XVIII Fato e colete de lã de ovelha meio três feito no nosso tear, relógio de bolso, camisa de linho riscado, ceroulas de pano branco, chapéu de feltro de abas largas com duas amolgadelas na copa, botas de couro cru. Leva uma saca de chita onde era colocado o pagamento da contribuição e um Guarda-Sol.
Mulher do lavrador abastado Fim do século XVIII Saia de veludo de lã com um folho alto bordado, por baixo uma saia e uns calções com um folho, na bainha um bordado inglês, casaquinho de linho branco trabalhado com bordado inglês, aos ombros uma saia rodada em lã de ovelha tecida no nosso tear, chamada saia de ombros original da ribeirinha, muito usada pelas pessoas antigas. Sobre a cabeça um lenço de lã, chinelas bordadas e meias brancas arrendadas, confeccionadas pelas próprias pessoas.
Cerimónia Fim do século XVI e princípio do século XVII Fato de veludo de lã azul escuro, colete azul claro, camisa de linho branco, sapato preto abotoado ao lado, carapuça de orelhas azul escuro em forma de pirâmide losangular, com duas saliências (orelhas) de lã vermelha acolchoadas, servia para proteger as orelhas do frio. Sapatos pretos abotoados com três botões.
Mulher do manto Meados do século XV O manto é constituído pela saia e pelo capelo. O manto compõe-se de uma saia de merino preto, e de um corpo sem mangas, que prendendo-se á cintura por meio de um comprido cordão, passa por cima dos braços e cabeça onde é sustentado por um largo papelão, o que permite ser fechado ou aberto consoante a vontade da pessoa. Blusa de linho muito antiga, guarnecida a bordado inglês, saia e calção de pano branco, calça botas pretas de verniz com botões próprios, meia de mousse forte, na cabeça um lenço.
Mulher do musgo Meados do século XIX Saia de chita estampada, blusa da holanda, saia e calção de pano branco, calça galochas de chita e usa meia grossa de algodão, na cabeça um lenço com mais de 87 anos. Leva uma saca de lona com musgo.
O caçador Século XIX Calça de cotim remendada, camisa de tecido inferior, colete de três, ceroulas de pano branco, barrete de lã de ovelha cor preta ou chapéu de palha. Calça sapatas de couro. Adornado com vara de ferro, redes e aljabe, este com mais de 120 anos.
Mulher do campo (mulher que vai ao espadão) Meados do século XIX Saia azul escura, casaquinho de chita estampada, calções de pano branco, saia de flanela com ponto feito á mão, avental de chita com uma grande algibeira na frente meias grossas de algodão cinzentas, galochas de couro cru e um lenço de lã. Carrega um molhe de espadão.
Mulher do monte vai á missa nos dias de semana Meados século XIX Saia tecida lã de ovelha, casaquinho de fazenda cintado ou cutão com nervuras, saia interior e calção de pano branco, com renda ou bordada de algodão, calça galochas bordadas, meia grossa de algodão, lenço de lã antigo e xaile com mais de 112 anos. Acompanhada por um missal e um terço.
Mulher do carmo Inicio do século XIX Vestido e escapolar cor castanha, saia e calção de pano branco, calça sapatos pretos e meias de mousse, na cabeça uma mantilha preta mais de 76 anos. Esta roupa servia para pagar promessas: se havia um familiar muito doente, a senhora vestia esta roupa para o resto da vida.
Tocadores violas da nossa terra Século XX Calça e colete preto de sarja de lã, costas do colete, tecido xadrez preto e branco, camisa branca, barrete preto de lã de ovelha, ceroulas de pano branco e sapatas de pneu. / Calça e colete preto de sarja de lã, chapéu preto de feltro, camisa branca antiga, sapatos pretos.
Cerimónia Século XIX Saia azul escura guarnecida de fita de cetim, blusa de algodão arrendada ou bordada, saia interior com um folho alto bordado e calção, aos ombros leva uma capa brocada preta, tecido muito antigo muito usado nas pessoas de mais haveres, calça sapatos pretos de atacar, na cabeça um pelo com travessa ou ganchos de curé. Adornada com uma saquinha. Este traje tem mais de 135 anos
Cerimónia Século XIX Fato preto de sarja de lã fina, colete com golas, relógio de bolso, camisa de linho branco, ceroulas de pano branco, calça bota preta, chapéu de feltro preto e nos punhos e colarinho botões de ouro. Adornado com Guarda-Sol.
O padrinho Fim do século XIX Fato preto com colete, camisa de linho branca, ceroulas de pano branco, chapéu preto este com mais de 47 anos, relógio de bolso este com mais de 155 anos e botas pretas de atacar de couro. Homem de autorizo. Carrega a saca que servia para recolher o trigo que os convidados ofereciam aos noivos, o qual tem um monograma da noiva.
Cerimónia Meados século XIX Saia e casaco de merino preto, saia e calção de pano branco, calça sapatos pretos, meias de mousse cor da perna, na cabeça uma grande mantilha preta. Adornada com sombrinha.
Mulher da lenha e das folhas Principio século XVIII Saia de fiou acastanhada e casaquinho de chita com colarinho e mangas compridas. Avental de chita com uma algibeira grande ao meio para levar o lenço e a boceta de tabaco, a saia interior e calção de pano branco com renda de algodão, calça galochas de couro, meias de algodão grossas e na cabeça um lenço de lã e um xaile (do principio do século XX). Leva um molho de lenha e folhas para cozer.
Homem da lenha Principio século XVIII Calça de cotim, camisa da Holanda, colete de três ou seja lã de ovelha, feita no nosso tear, ceroulas de pano branco (com mais de 40 anos) sobre a cabeça um boné xadrez, de oito bicos, descalço, leva uma jaqueta para proteger do frio e da chuva e também servia para levar o pão de milho com queijo. Tem como adornos um machado, duas serras (a maior tem mais de 150 anos e a mais pequena com mais de 60 anos), um bordão, este com mais de 186 anos.
Mulher dos Bordados (Mulher que vai a Angra, levar e trazer bordados) Inicio século XX Saia de pano fino estampado com folho alto e um viés a distinguir a saia, casaquinho cintado com um folho a meio dos botões, manga comprida com um folho á volta, e um avental branco arrendado sobre a cabeça um lenço de lã com mais de 77 anos, calça galochas de couro, meias de algodão, no interior, saia e calção, levam á volta uma renda, todas estas rendas confecionadas pelas próprias pessoas. Leva consigo uma saca de chita, para trazer e levar os bordados.
Leiteiro (Vendedor) Fim do século XIX Calça de cotim, camisa de pano riscado, camisola de linho e ceroulas (ceroulas) de pano branco, descalço, se chovia usava galochas de couro, sobre a cabeça um barrete cónico de lã de ovelha, levava um pau de carreto ao ombro carregado nas duas extremidades com duas latas cheias de leite, na mão esquerda, apoiada sobre o pau, duas medidas de quartilho e meio quartilho, e na direita um grande bordão. Assim começava o seu dia de labuta. Leva como adorno um pau de carreto, duas latas de leite, duas medidas (uma de meio quartilho com mais de 94 anos) e a outra de um quartilho e um bordão.
Pescador Fim de século XIX Calças de cotim, camisola de lã de gola até ao pescoço e dobrada, calça tairoca ou descalço, na cabeça um chapéu de palha e no topo da copa uma boina. Leva um enchelevar, cesto, jogada, um tenáz, graveta e uma lanterna de madeira, esta com mais de 76 anos.
Homem que vai à casa do vizinho ou amigo no dia da matança Fim do século XIX Calça e colete de três, camisa de linho riscada, chapéu de feltro, ceroulas ou ceroulas de pano branco, calça galochas com paula de pano. Leva consigo um bordão na mão.
Mulher vai visitar o porco no dia da matança Fim do século XIX Saia tecida com lã de ovelha, folho bordado, casaquinho de chita estampado, avental de papo bordado com folho. Saia e calção de pano branco com renda. Calça galochas bordadas, meia de algodão e lenço de lã com mais de 68 anos.
Mulher do lavrador abastado Fim do século XVIII Saia de veludo de lã com um folho alto bordado, por baixo uma saia e uns calções com um folho, na bainha um bordado Inglês, aos ombros uma saia rodada em lã de ovelha tecida no nosso tear, chamada saia de ombros original da ribeirinha, muito usado pelas pessoas antigas, sobre a cabeça um lenço de lã chinelas bordadas e meias brancas arrendadas, confecionadas pelas próprias pessoas.
Lavrador abastado Fim do século XVIII Fato e colete de lã de ovelha feito de três no nosso tear, relógio de bolso, camisa de linho riscado, ceroulas ou ceroulas de pano branco, chapéu de feltro de abas largas com duas amolgadelas na copa, botas de couro cru. Leva consigo uma cesta de vimes e um Guarda-Sol.
Trabalhador Rural Meados do século XVIII Calça de cotim, camisa de linho, colete de meio três ou seja lãs de ovelha, feito no nosso tear, com folhas de milho a atadas nas casas, que são as lembranças, chapéu de palha, sapatas de couro, ceroulas (ceroulas) de pano branco. Leva consigo uma enxada, tamoeiro, brochas, rabiador, maço e correia pertencentes à agrade.
Mulher do trabalhador rural Meados do século XVIII Saia e casaquinho de chita escura, no interior, saia e calção de pano branco com um ponto feito á mão no rebordo, calça galochas de atanado meias de algodão grossa, lenço de lã (com mais de 86 anos). Leva consigo um cesto com o almoço.
Mulher do Campo (A desfolhada do milho) Fim do século XIX Saia de tear, casaquinho de chita a cintada com nervuras, (cutão) saia e calção interior de pano branco. Calçam galochas de chita meias de algodão, leva na cabeça um lenço que tem mais de 60 anos.
Esmoler (Nome que se dá ao mordomo que pede para o segundo bodo) Meados do século XIX Calças e colete de cotim, camisa de linho riscada, ceroulas de pano branco, calça botas de couro, na cabeça chapéu de feltro preto. Levava ao ombro um saco de tear bordado com a data de 1919 onde guardavam o trigo que pediam para o segundo Bodo.
Homem que vai aos toiros Fim do século XIX Fato preto, camisa de linho riscada, ceroulas ou ceroulas de pano branco, calça botas de couro e chapéu de feltro preto. Adornado com um bordão e Guarda-Sol.
Mulher que vai buscar remédios de água fria a casa da monteirinha. Meados do século XIX Saia e blusa igual de chita guarnecida com bordado Inglês, leva um lenço de lã por cima dos ombros, saia e calção de pano branco com rendas nos bordos usa meias de algodão e calça galochas de chita. Carrega uma saca de chita com um par de galochas de pano bordado, que eram trocadas pelas galochas rurais aquando da entrada na cidade e ainda uma garrafa.
Domingueiro (mulher) Século XVIII Vestido de seda cor verde de caixa a cintura descida com bainhas na saia e no corpo, saia interior e calção com renda ou bordado Inglês, leva na cabeça uma mantilha usada, esta tem mais de 132 anos, sapato preto de queda grossa, meia de mousse forte. Carrega uma sombrinha.
Traje de Cerimonia Meados do século XIX Saia e casaco de merinho preto, saia e calção de pano branco, calça sapatos pretos, meias de mousse cor da perna, na cabeça uma grande mantilha preta e carrega uma sombrinha.
Traje de cerimónia Século XIX Fato preto sarja de lã fina, colete com golas, relógio de bolso, camisa de linho branco, ceroulas (ceroulas) de pano branco, calça bota preta, chapéu de feltro preto e nos punhos botões de ouro. Adornado com Guarda-Sol.

MODAS DO GRUPO

Das várias modas que compõem o cancioneiro popular da Ilha Terceira, apresentamos aquelas que fazem parte do nosso repertório:
  • São Pedro (a moda que o grupo canta em desfile)
  • As meninas (moda alternativa que o grupo canta em desfile)
  • Charamba
  • Das modas da minha terra
    A charamba é a primeira
    Vou começar por cantá-la
    Lembrando a ilha Terceira

    Esta é a vez primeira
    Que nesse auditório canto
    Em nome de Deus começo:
    Padre, Filho, Espírito Santo.
  • Samacaio
  • Moro, moro à beira do mar, (Bis)
    Moro à beira do mar onde eu oiço
    Balouçar noite e dia o seu vaivém.

    E com ele, e com ele eu adormeço.
    E com ele eu adormeço e de manhã
    Amanheço por isso lhe quero bem.
    Moro à beira do mar onde eu ouço
    Balouçar noite e dia o seu vaivém.

    Eu já vi, eu já vi o Samacaio
    O Samacaio no mar alto a navegar
    Ia dentro, ia dentro o meu amor
    O meu amor com pena de me deixar
    De me deixar no mar alto a navegar.
  • Olhos pretos
  • Os teus olhos, negros lindos
    Que brilham como cristais
    Ai devem ser dos céus vindos
    Só de lá vem coisas tais

    Os meus olhos, de chorar
    Fizeram covas no chão;
    Ai, os meus choram pelos teus,
    Os teus por quem chorarão?!
  • Chamarrita
  • Aí vem a chamarrita
    Que apressada começa:
    É uma moda bonita,
    Mas faz-nos andar depressa.

    A chamarrita bailhando,
    Corro seja onde for;
    P’ra ir seguindo, cantando,
    Os passos do meu amor.

    Chamarrita, chamarrita,
    Chamarrita bailhadeira;
    Não há outra mais bonita
    Do que a da ilha Terceira,

    A moda da Chamarrita
    É uma moda ligeira;
    Vamos bailhá-la com gosto,
    Ó meninas da Terceira.
  • Amor de um estudante
  • O amor do estudante (ó lindinha)
    Não dura mais qu’uma hora;
    Toca o sino, vai p’ra aula,
    Tira o chapéu, vai-se embora.

    Eu conheço estudantes,
    Oh! Que não sabem amar;
    São feios e ciumentos,
    Ai! Ninguém pode aturar.

    Namorei uma estudante,
    Só para m’atrapalhar
    Ia de manhã p’ras aulas
    E à noite passear.

    A vida do estudante,
    Ai! É tão atribulada:
    Estudar horas a fio,
    E no fim não saber nada.
  • A bela aurora
  • Já vem chegando a Bela Aurora.
    Que traz o Sol, astro-rei a luz do dia,
    Tudo era trevas, mas surge agora
    A Bela Aurora e o Sol qu’a terra alumia.

    A Bela Aurora passa depressa
    Mas dia a dia volta sempre a aparecer
    Coma Bela Aurora o dia começa,
    Mas vai-se a luz e ele acaba por morrer.
  • Suspiros
  • Suspiras quando me vedes
    Suspiras quando me vedes
    Suspiras quando me vedes
    Suspiros de saudade
    Oxalá que isso não seja
    Oxalá que isso não seja
    Oxalá que isso não seja
    Suspiros de falsidade.

    Os suspiros de amor
    Os suspiros de amor
    Os suspiros de amor
    Custam mais a suspirar
    Os suspiros do meu bem
    Os suspiros do meu bem
    Os suspiros do meu bem
    É eu me fazem chorar.
  • A branca flôr
  • Nas ondas dos teus cabelos
    Fui-me deitar a nadar
    Amor quero que saibas
    Que há ondas sem ser no mar.

    Já não tenho coração
    Já mo tiraram do peito
    No lugar do coração
    Tenho um amor perfeito

    Eu pus-me a escrever na areia
    À beira da meresia
    Veio o mar levou-me a pena
    Levou-me o bem que eu queria

    Minha mãe é uma rosa
    Que o meu pai arrecebeu;
    Eu cá sou um botãozinho
    Que a rosa de meu pai deu.
  • Tirana
  • Não sejas tirana
    Dessa maneira
    És a tirana mais linda
    Que existe nesta Terceira
    Não sejas tirana
    Dos meus amores
    És a tirana mais linda
    Que existe nestes Açores

    Ó linda tirana que és tanto linda
    Eu prendi o sol à lua e às estrelas ao luar
    Ó linda tirana que és tanto linda
    Eu prendi esses teus olhos p’ra nunca mais os deixar
  • Os braços
  • Saudade
  • A saudade é um luto
    Uma dor, uma paixão
    A saudade é um cortinado roxo
    Que me cobre o coração

    Tudo passa, tudo esquece (bis)
    Ai saudade, tudo passa tudo esquece
    Alegria, alegria e mocidade
    Os anos desgastam tudo
    Ai saudade os anos desgastam tudo
    Só não morre, não morre, nunca a saudade
  • O cravo
  • Doce esperança
  • Dei a palavra esperança
    A uma morena aguardar
    Num cofre de prata e ouro
    E a sete chaves fechar

    Esperança ó Doce Esperança
    Branca da cor de marfim
    Além de branca à mais bela
    Rosa que deu meu jardim.
  • Os bravos
  • Eu fui à terra dos bravos
    Bravo meu bem
    Onde há toiros e touradas
    E onde dizem que moram
    Bravo meu bem
    As moças mais engraçadas

    Eu fui à terra dos bravos,
    Bravo, meu bem!
    Colher um ramo de flores;
    Eu sou da Ilha Terceira,
    Bravo, meu bem!
    A mais linda dos Açores.

    Eu fui à terra dos bravos
    Bravo meu bem
    Para ver uma tourada
    Distraí-me a ver as moças
    Bravo meu bem
    Apanhei uma marrada

    Gosto da Terra dos bravos
    Bravo meu bem
    Porque é à minha maneira
    Nossa Ilha das touradas
    Bravo meu bem
    A nossa Ilha Terceira
  • Pézinho dos bezerros
  • O pézinho da Terceira,
    Traz a graça nas cantigas:
    Chama os moços ao terreiro
    E às janelas, raparigas!

    Quando ouço o pézinho
    Lembra-me uma bezerrada
    Faz lembrar pão e vinho
    A carne e massa sovada
  • Pézinho de baile
  • Teu delicado pézinho
    Quando toca no caminho
    Logo toca o meu também
    Depois vamos conversando
    Nossos pezinhos mudando
    Mais felizes do que ninguém

    Esse pé que Deus te deu
    Deve estar ao pé do meu
    Mas durante a vida inteira
    O meu pé não se acomoda
    Quero ir com o teu à roda
    De toda a Ilha Terceira
  • A lira
  • Morte que mataste lira (3 vezes)
    Mata-me a mim que sou teu
    Mata-me com os mesmos ferros (3 vezes)
    Com que a lira morreu

    Veio um pastor lá da serra (3 vezes)
    Que à minha porta bateu
    Veio dar-me por notícia (3 vezes)
    Que a minha lira morreu

    Fitar teus olhos cheios de ternura
    Buscar do teu sorriso, toda a doçura!
    Buscar do teu sorriso, toda a doçura
    Ver-te feliz sorrir desvanecida.
    Viesse então a morte que importava
    Se uma lágrima tua me bastava;
    Se uma lágrima tua me bastava
    Para de novo regressar à vida.
  • A praia
  • Eu num dia de calor
    Maria à praia levei,
    Tomei um banho d’ amor
    E a seguir me casei

    A Praia nalgum tempo
    Era um pocinho de areia;
    Agora é uma cidade
    Onde o meu amor passeia

    Meninas vamos à praia
    No areal passear;
    Molhar a beira da saia,
    Que é bom p’ra refrescar

    Meninas vamos à Praia
    Na Praia se vende chita;
    Uma cara, outra barata,
    Uma feia, oura bonita.
  • Meu bem
  • A sapateia
  • A sapateia chegou
    Para o bailho s’acabar;
    Se há alguém que não gostou
    Bem nos queira desculpar.

    A charamba já cantei
    E as outras modas também;
    Agora com a Sapateia
    Adeus digo ao meu bem.

    Aí vem a Sapateia
    Para o bailho s’acabar
    Senhoras com quem bailhei
    Bem me queiram desculpar.

    Adeus que me vou embora
    Até à semana que vem;
    Quem não em conhece chora,
    Que fará quem me quer bem.

    A Sapateia bailhando,
    Nós nos vamos despedir,
    Porque já está chegando
    O momento de partir.

    Terminando a Sapateia,
    Com muita sinceridade.
    Acenamos à assembleia
    Num adeus de saudade